No período de 12 de janeiro até 9 de fevereiro, seis árbitros gaúchos participaram do Curso VAR 2021, realizado pela CBF em parceria com a FIFA e Conmebol.

Dentre os gaúchos, Anderson Farias, Lucas Horn e Roger Goulart participaram na função de VAR. E como AVAR, estiveram presentes Tiago Kappes Diel, Fabrício Baséggio e Luiza Reis.

Para Anderson Farias, a especialização abre novas portas no mercado de trabalho. “Qualifica o árbitro para trabalhar nos jogos que tem o sistema, tanto como árbitro de vídeo como árbitro central. Hoje em nosso Campeonato Brasileiro da Série A todas as partidas têm, além de finais de campeonatos estaduais, Copa do Brasil ou Brasileirão Feminino. Então, para que o árbitro possa trabalhar nesses jogos, como central ou vídeo, é necessário ter o curso e estar homologado pela CBF e FIFA. É mais um campo de trabalho que se abre, mais oportunidades de jogos – e jogos grandes, que é o que todo árbitro almeja, jogos de expressão para aumentar o currículo e experiência”, comentou.

Durante o curso foram aplicadas técnicas com a presença de instrutores em nível nacional e FIFA. “Foi muito bom fazer esse curso de algo específico com os melhores do país. Trabalhar, por exemplo, com Sérgio Corrêa, que é um detentor de um conhecimento inexplicável dentro do futebol, passando os preceitos do árbitro de vídeo, junto com o presidente Gaciba, que também esteve alguns dias com a gente”, citou Farias.

As aulas foram divididas entre as teóricas (online) e as práticas, realizadas em um hotel em Águas de Lindóia-SP, que possui toda a estrutura e protocolo de sanitização necessários.

Metodologia das aulas práticas
Divididos em duplas (árbitro e assistente), havia um rodízio de estações de exercícios para que todos pudessem estar ativamente no período. No primeiro momento foram criadas situações pré-determinadas dentro do campo de jogo. Por exemplo: situações de pênalti, bola na área, bola na mão, bloqueios em direção da meta.

Diante disso, o árbitro de campo precisava tomar a decisão e, concomitante a isso, na sala de vídeo, o árbitro de vídeo e o AVAR 1 analisavam e checavam os lances desse minijogo.

Na segunda etapa de exercícios foi realizado o jogo real, com tempo reduzido de 15 minutos. Em situação de jogo, um árbitro central, dois assistentes e um árbitros reserva, além da sala de vídeo. Foram combinadas algumas jogadas de pênalti e impedimento.

Depois ocorreram os matchs, jogos de trinta minutos, também com situações reais de jogo.

Além das aulas teóricas e práticas, foi utilizado um simulador com instrutores reunidos para que o árbitro de vídeo tomasse as decisões das jogadas utilizadas e as definições e metodologias pudessem ser debatidas.

“A evolução do VAR é astronômica, veio para ficar e está cada vez ganhando mais proporções. Hoje o público espera a intervenção do VAR e pede, muitas vezes, nas competições nas quais ainda não é aplicado nas partidas”, comemorou Farias.

Foto: arquivo pessoal / Safergs

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