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Como Libertadores mais brasileira da história é péssima para os árbitros daqui

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Em 2017 a Copa Libertadores da América será mais brasileira do que nunca, com a presença recorde de oito clubes na fase de grupos do torneio.

A notícia é boa para o fortalecimento do futebol nacional, por outro lado, é péssima para os árbitros do país. Por motivos óbvios, as regras não permitem que quartetos de arbitragem sejam formados por profissionais do mesmo país de times que estejam em ação. Para piorar a situação, a competição sul-americana adota um critério de também não escalar árbitros para jogos de outras equipes que pertençam a grupos que tenham times de suas nacionalidades.

Na atual edição da Libertadores, apenas o grupo 3 não possui nenhum time do Brasil, sendo formado por Emelec-EQU, Independiente Medellín-COL, Melgar-PER, e River Plate-ARG. Assim, apenas dois jogos por rodada poderão ter a arbitragem dos brasileiros pertencentes ao quadro da Fifa.

A situação pode ser ainda mais complicada na sequência do torneio, pois, caso Palmeiras, Santos, Flamengo, Atlético-MG, Botafogo, Grêmio, Chapecoense e Atlético-PR sejam bem sucedidos, a fase mata-mata do torneio estará repleta de brasileiros, com a chance de termos uma equipe em cada um dos confrontos das oitavas de final. E o regulamento da Libertadores diz que, em caso de jogos com dois times do mesmo país, o árbitro seja de uma outra nação.

Com menos espaço na competição continental, os árbitros perdem oportunidades de projeção internacional, importantes para surgirem convocações em torneios de nível mundial. Além disso, a perda financeira é muito grande, já que os pagamentos da Libertadores são feitos em dólar, e rendem o dobro do que em torneios no Brasil.

Quando atuam em jogos do Campeonato Brasileiro, os árbitros que possuem o selo da Fifa recebem R$ 3,85 mil por partida enquanto os auxiliares da entidade ganham R$ 2,3 mil.

Já quando o compromisso é da Copa Libertadores, o pagamento é em dólar, rendendo US$ 2,55 mil (R$ 7,8 mil) para o árbitro principal da partida, US$ 1,67 mil (R$ 5,1 mil) para o auxiliar, e US$ 1,25 mil (R$ 3,8 mil) para o quarto árbitro.

Atualmente, são 10 árbitros principais e 10 auxiliares no quadro da Fifa. Anderson Daronco, Dewson Freitas da Silva, Luiz Flávio de Oliveira, Raphael Claus, Ricardo Marques, Rodolpho Toski Marques, Sandro Meira Ricci, Wagner do Nascimento Magalhães, Wagner Reway e Wilton Sampaio são os árbitros, e Alessandro Matos, Bruno Boschilia, Emerson de Carvalho, Bruno Raphael Pires, Fabrício Vilarinho, Kléber Lúcio Gil, Marcelo Van Gasse, Rodrigo Figueiredo Henrique Correa, Guilherme Dias Camilo e Danilo Ricardo Simon Manis, os assistentes.

Fonte: ESPN.com

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