Árbitros do Rio Grande do Sul tiveram uma grande oportunidade de ficar em contato com uma nova tecnologia do futebol. No começo de julho, durante sete dias, os árbitros Anderson Daronco, Jean Pierre Lima e Leandro Vuaden, além dos assistentes Lúcio Flor e Rafael da Silva Alves, participaram do 2º Curso de Capacitação para Árbitros Assistentes de Vídeo, que ocorreu em Águas de Lindóia, em São Paulo.

Com a presença de 32 árbitros do quadro da CBF, o encontro serviu como preparação para a Copa do Brasil, que a partir das quartas de final passará a contar com a ferramenta. O curso foi organizado pela Comissão de Arbitragem da CBF, em parceira com a Escola Nacional de Arbitragem de Futebol (ENAF), e teve como proposta reforçar o protocolo estabelecido pela IFAB (International Football Association Board).

“Eu já tinha feito curso do VAR no ano anterior, mas tiveram situações novas, até questões de protocolo, que modificaram. Então foram dias bem produtivos e um curso bastante extenso. Foram 80 horas, de manhã, de tarde e de noite, com teoria e prática, onde foram colocadas todas questões que serão postas para o VAR”, afirmou Jean Pierre.

Leandro Vuaden ressaltou a importância do curso, que reforçou o que havia visto em 2017 e deu a possibilidade de se atualizar em relação aos protocolos. O árbitro ainda elogiou a ferramenta. “O VAR irá legitimar ainda mais os resultados das partidas. Vai somar muito e, assim, ganha quem organiza a competição, quem patrocina, ganham as equipes e o torcedor. Às vezes, dentro do campo, o árbitro toma uma decisão não por vontade ou falta de vontade, é porque não teve o melhor ângulo de visão, uma visão adequada para tomar a melhor decisão. Então o uso da imagem chega para somar. Fica a ansiedade para atuar na prática. Será como uma emoção única, como uma estreia de apito”, disse.

O assistente Rafael da Silva Alves trabalhou junto com Jean Pierre Lima e Lucio Flor no Gre-Nal 413, que contou com o VAR. E afirmou: “O árbitro de vídeo não é uma bengala para o árbitro no campo. É um auxílio bem pontual, para determinadas situações, protocolares, nas quais o árbitro de vídeo atua. Isso faz com que o futebol se torne mais justo, no sentido de que erros pontuais podem sofrer interferência do árbitro de vídeo. A justiça, assim, em situações de difícil visualização, prevalecerá”, falou.

Foto: João Moretzsohn