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Árbitro de vídeo é vetado pelos clubes

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Devido ao alto custo, aproximadamente R$ 30 mil por partida e também questões técnicas, os clubes decidiram em conjunto com a CBF, não utilizarem o árbitro de vídeo (VAR) durante o Campeonato Brasileiro de 2018.

A decisão foi tomada na tarde desta segunda-feira (05/02) durante reunião do Conselho Arbitral que foi realizada na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Porém, na Copa do Brasil, ficou decidido que a nova tecnologia será adotada a partir da fase de quartas de final.

Durante a reunião, doze clubes votaram contra a aplicação do árbitro de vídeo (VAR) e apenas sete foram favoráveis, entre eles Grêmio FBPA e SC Internacional de Porto Alegre. O São Paulo foi a única equipe que não votou e retirou-se da reunião antes do término.

Na verdade, a CBF queria que os clubes assumissem os custos integrais do VAR, enquanto os clubes queriam que a CBF tivesse no mínimo uma participação na divisão do total a ser pago.

CONTRAPONTO – Conforme o presidente da ANAF (Associação Nacional dos Árbitros de Futebol) Marco Antonio Martins, que esteve presente na reunião do Conselho Arbitral “a entidade vê com tristeza a decisão tomada ontem na reunião. Deixaram passar uma oportunidade ímpar de melhorar a qualidade da arbitragem brasileira e estancarmos a sangria de reclamações em cada jogo do Brasileirão”.

Martins explicou que o custo que os clubes teriam com o VAR seria de R$ 800 mil para todos os dois turnos do Brasileirão o que representa menos de 1% da cota de patrocínio que cada clube recebe da televisão. “Eles querem qualidade mas não querem investir”. Segundo Marquinhos, “a CBF não pode pagar o VAR pois nada recebe da Televisão. As cotas de patrocínio são exclusivas dos clubes participantes”.

Diferentemente das cotas de patrocínio da Copa do Brasil. “Nesta competição a gerência e comercialização das cotas de patrocínios e de televisão são realizadas pela CBF e por isso ela reserva uma parte para bancar sem custo para os clubes os valores destinados ao Árbitro de Vídeo”, explicou o presidente da ANAF.

Já para o Diretor Executivo da Federação Gaúcha de Futebol e Diretor da CEAF/RS, Luiz Fernando Gomes Moreira, “a idéia de implantar o VAR é boa para qualificar a arbitragem, porém foi realizada de forma precipitada. Deveríamos ter mais tempo e debatermos com maior profundidade alguns detalhes, principalmente os custos que o VAR irá gerar. Se a CBF quer implantar agora de imediato que banque estes valores”, afirma Moreira.

Para ele, diferente do Brasileirão, no Rio Grande do Sul no Campeonato Gaúcho, os clubes com exceção da dupla Grenal “não possuem condições de bancar o custo para termos esta novidade da qual sou favorável e acredito que irá qualificar ainda mais o esporte”, finalizou.

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