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Procuradoria denuncia FPF, árbitros e dirigentes no Atletiba que não ocorreu

atletiba

A Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Paraná protocolou uma denúncia contra a Federação Paranaense de Futebol (FPF), o quarteto de arbitragem e os dirigentes de Atlético-PR e Coritiba no episódio do cancelamento do clássico Atletiba, no último domingo, pelo Campeonato Paranaense.

A denúncia diz que a FPF e o quarteto de arbitragem são responsáveis diretos pela não realização da partida, com pena prevista de multa e suspensão para os árbitros. Os dirigentes dos dois clubes são acusados de invasão de gramado. A procuradoria ainda entendeu em não apresentar denúncia ao técnico Paulo Autuori e os clubes. A denúncia foi formulada com base na súmula do árbitro Paulo Roberto Alves Júnior, que diz que 18 profissionais contratados pelos clubes para fazer a transmissão do jogo via internet estavam sem credenciamento e sem identificação dentro do gramado, “gerando insegurança para iniciar a partida e ferindo o regulamento da competição”.

No documento, o árbitro ainda relata que vários dirigentes dos dois clubes adentraram ao gramado para solicitar que a partida fosse iniciada. Segundo o procurador do TJD, Gilson Goulart Junior, a FPF e a arbitragem erraram em cancelar a partida em razão da falta de credenciamento. O argumento é de que os jornalistas que estavam no gramado são amparados pela Lei Pelé, que possibilita que profissionais trabalhem nos estádios com cadastro nas associações esportivas, como a Associações dos Cronistas Esportivos do Paraná, que eles possuíam. Ainda conforme ele, a presença dos jornalistas não configura um perigo à realização da partida e que haviam outras soluções.

A arbitragem poderia pedir a retirada dos profissionais através do policiamento, por exemplo, mas a presença dos jornalistas não credenciados é que não representa perigo para a realização da partida. Ou ainda poderia ter permitido a partida ter ocorrido e depois registrar a ocorrência em súmula, completou Gilson Goulart Júnior. A denúncia aponta a FPF como motivador direto para a não realização do jogo e acusa de que a entidade teria objetivo de impedir que a transmissão fosse realizada pela internet. O procurador inclui na denúncia um áudio captado do quarto árbitro, Rafael Traci, que indicaria que o presidente Hélio Cury teria orientado que não era possível transmitir, pois não eram detentores dos direitos de imagem.

A FPF é denunciada nos artigos 191.1 (não observação do código), 203 e 206 da Lei Pelé, que estão no Código Brasileiro Desportivo (CBD) com multa prevista de R$ 100 a R$ 100 mil. Os árbitros foram incluídos nos mesmos artigos além do 269, com multa até R$ 1 mil e suspensão de 30 a 180 dias. Os dirigentes de Atlético-PR e Coritiba foram acusados de invasão de campo durante a negociação sobre a realização da partida. Eles podem ser suspensos de 15 a 180 dias sem multa. O Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná ainda não marcou a data do julgamento, mas a previsão é de que aconteça em até 15 dias. A reportagem do GloboEsporte.com procurou o Coritiba, que disse via assessoria de imprensa de que somente irá se pronunciar na Justiça. O Atlético-PR não retornou o contato feito por email à assessoria de imprensa. A FPF disse que não foi comunicada sobre a denúncia e que aguarda ter acesso a ela para se pronunciar. Os árbitros não foram localizados pela reportagem.

Nota de esclarecimento do Grupo Globo “O Globoesporte.com lamenta profundamente a não-realização do jogo. Primeiro, em respeito ao público que foi ao estádio, aos atletas e aos espectadores. O Grupo Globo é, de longe, o maior incentivador do futebol brasileiro. Tanto dando visibilidade ao seu conteúdo em programas, telejornais e nas próprias transmissões esportivas, quanto no aspecto financeiro, adquirindo os direitos dos principais campeonatos, como o Brasileiro, Estaduais, Copa do Brasil, Copa Libertadores da América e Copa do Mundo. Como destacado na nota oficial de domingo, 19 de fevereiro, o Grupo Globo não tem contrato com Atlético-PR e Coritiba no Campeonato Estadual e estava ciente da intenção dos clubes de fazer a transmissão pela internet. O Grupo Globo reafirma que, em nenhuma hipótese, teve qualquer ligação com o episódio e espera que dirigentes de clubes e federações se entendam para que o torcedor, razão maior do espetáculo, não seja punido pela falta de organização e de bom senso.”

Fonte:globoesporte.globo.com

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